Já leram "Morramos ao menos no Porto"?
«Uma parteira recebe meninas para fazer abortos, um sargento que se acha coronel persegue macaquinhos no parque, um passador leva meninos a salto para lá da fronteira; a meio caminho, um desastre na berma duma estrada; um rapaz em movimento que não sai do mesmo lugar; e há ainda uma nau catrineta que se afundou além-mar.
Entretanto, noutra dimensão, a história acompanha Silvina: um corpo defunto numa cadeira de baloiço, cujos odores se misturam nos sumidouros da cidade, entre flores e balões, confundindo dois cães. Passaram vinte e cinco anos do seu casamento com António, o narrador e protagonista que embala a tristeza da viuvez enquanto cuida as feridas de um corpo morto - ele é uma voz sumida, perdendo-se num labirinto de palavras. Mas é também a voz dos mortos que murmuram debaixo do chão da sua casa.»
Há por aí alguém que já tenha lido este livro? Como foi a sua experiência de leitura?
Partilhem connosco o que sentiram e pensaram! 😺

Ainda não li, mas obrigada pela sugestão!
ResponderEliminarJessica Sousa, EB 1.º ano - turma A
Fiquei interessada! Obrigada pela partilha.
ResponderEliminarRita Fonseca LEB 1° ano B
Que sinopse poderosa! O que mais me impressiona na escrita do autor Francisco Mota Saraiva é esta capacidade de transformar temas tão crus e pesados, como a perda e o abandono em algo quase hipnótico e poético.
ResponderEliminarEste “labirinto de palavras”, onde o narrador se perde parece ser um reflexo perfeito do luto.
É uma narrativa que nos desarma e nos faz confrontar a beleza que existe mesmo na fragilidade da perda. Fiquei com muito interesse em ler o livro!
Inês Machado, 1. º Ano da Licenciatura em Educação Básica