Já leram "A Palavra que Resta" de Stênio Gardel?

«Uma carta guardada durante mais de cinquenta anos - e jamais lida. É essa a relíquia que Raimundo Gaudêncio traz consigo. Homem analfabeto que, na sua juventude, teve um amor secreto brutalmente interrompido, aos setenta e um anos resolve que ainda é tempo de aprender a ler e, talvez, decifrar essa ferida aberta do passado. Nascido e criado na roça, Raimundo não frequentou a escola, pois cedo precisou de ajudar o pai na lida diária. Mas há muito que foi obrigado a deixar a família e a vida no sertão para trás. Desse tempo, Raimundo guarda apenas a carta que recebeu de Cícero, quando o amor escondido entre os dois foi descoberto. Cícero partiu sem deixar outra pista senão aquela carta que Raimundo não sabe ler - pelo menos até agora.»

Com uma narrativa sensível e magnética, Stênio Gardel leva-nos pelo passado de Raimundo, permeado de conflitos familiares e da dor do ocultamento da sua sexualidade, mas também das novas formas de afeto e de vida que estabeleceu depois de ter fugido de casa. Explorando o poder universal da palavra escrita e da linguagem, e o modo como elas afetam os nossos relacionamentos, A Palavra que Resta é um romance arrebatador sobre repressão, violência e vergonha, mas acima de tudo sobre a coragem de lhes resistir.

Já alguém leu este livro? Recomenda? Porquê?
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Comentários

  1. Gostei muito de conhecer o livro A Palavra que Resta. A história parece muito interessante e mostra que nunca é tarde para aprender a ler. Fiquei com vontade de saber mais sobre a história do personagem.
    Mariana Silva – Turma Educação Básica, 1º ano.

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  2. Obrigada pela partilha! Parece ser um livro interessante.
    Madalena Luís, 1.º ano LEB, Turma B

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  3. Este livro é uma lição de que nunca é tarde para reivindicarmos a nossa própria voz!

    Acompanhar o Raimundo, aos 71 anos, a tentar decifrar uma carta de amor que o tempo não conseguiu apagar. É de uma humanidade que dói e cura ao mesmo tempo.

    Stênio Gardel mostra-nos que o analfabetismo não é apenas “não saber ler”: é ser exilado da própria história e dos próprios afetos.

    Como futura educadora, esta obra reforça a convicção de que ensinar a ler é, acima de tudo, devolver a alguém o direito de existir plenamente.

    Muito obrigada pela partilha!

    Inês Machado, 1. º Ano da Licenciatura em Educação Básica

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  4. Obrigada pela partilha!

    LEB 1°ano B

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  5. Obrigada pela partilha! Beatriz Chandr Turma B, 1.ºLEB.

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