Partiu António Lobo Antunes

Um dos mais importantes escritores portugueses contemporâneos, António Lobo Antunes partiu definitivamente, esta semana, aos aos 83 anos.
Licenciado em Medicina, psiquiatra, trabalhou no Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa, até se dedicar exclusivamente à escrita, a partir de 1985. Durante a Guerra Colonial, esteve em Angola como tenente e médico do exército português, uma experiência que o marcou profundamente e que se reflete nos seus três primeiros romances.
Memória de Elefante, Os Cus de Judas, Fado Alexandrino, As Naus e Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura são algumas das suas obras, entre muitas outras que marcaram de forma decisiva a ficção portuguesa nacional. Autor de mais de 30 romances, António Lobo Antunes não chegou a vencer o Prémio Nobel da Literatura, mas o seu trabalho literário foi distinguido com alguns dos mais importantes prémios literários nacionais e internacionais, como o Prémio Ovidio, em 2003, o Prémio Europeu de Literatura, em 2001 e o Prémio Camões, 2007,entre outros. Em 2008, recebeu, do Ministério da Cultura francês, as insígnias de Comendador da Ordem das Artes e das Letras.
Perdemos, pois, uma das vozes maiores da literatura portuguesa das últimas décadas, mas quem sabe o anúncio da sua morte e a proliferação de excertos e comentários nas redes sociais não fará com que o autor ganhe muitos mais leitores... esperemos que sim!


Fonte da notícia e da imagem: DGLAB Livro

Comentários

  1. A partida de António Lobo Antunes é, sem dúvida, uma grande perda para a literatura portuguesa. Mesmo para quem não conhece profundamente a sua obra, é impossível ignorar a marca que deixou na cultura e na língua portuguesa. O seu legado continuará certamente a inspirar leitores e escritores.

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  2. António Lobo Antunes destacou-se pela forma única como escrevia e pela profundidade dos temas que abordava. As suas obras terão sempre um lugar importante na literatura portuguesa. Beatriz Chandr Turma B, 1.ºLEB.

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  3. O falecimento de António Lobo Antunes, aos 83 anos, deixa um vazio enorme na nossa cultura.

    É impressionante como a sua vivência como psiquiatra e o trauma da Guerra em Angola se fundiram para criar uma escrita tão crua e honesta.

    Com mais de 30 romances e um Prémio Camões, ele mostrou que não precisava de um Prémio Nobel para ser um gigante da literatura.

    Mais do que lamentar a perda de um autor desta relevância, a melhor homenagem que lhe podemos prestar é mesmo ler a sua obra.

    Espero que toda esta partilha de excertos e reflexões que vemos agora, seja aqui no blog ou nas redes sociais, se transforme em novos leitores amanhã, capazes de se encontrarem na sua prosa exigente, mas profundamente humana.

    Inês Machado, 1. º Ano da Licenciatura em Educação Básica

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