Já leram "Ventos do Apocalipse"?

Paulina Chiziane nasceu em Manjacaze, Moçambique, em 1955. Publicou o seu primeiro romance, Balada de Amor ao Vento, depois da independência (1990).
Ventos do Apocalipse, concluído em 1991, saiu em Maputo em 1995 como edição da autora e foi publicado pela Caminho em 1999. 

A autora, que se afirma como «contadora de estórias e não romancista», inspirando-se «nos contos à volta da fogueira», foi agraciada pelo Estado português com o grau de Grande Oficial da Ordem Infante D. Henrique. Em 2021, recebeu o mais prestigiado galardão das letras lusófonas, o Prémio Camões.

Na contracapa deste romance, pode ler-se esta contundente e algo misteriosa afirmação:

Em todas as guerras do mundo nunca houve arma mais fulminante que a mulher, mas é aos homens que cabem as honras de generais.

Já alguém por aí leu este livro? O que gostaria de partilhar connosco sobre a experiência? Aguardamos pelos vossos comentários! 😊

Comentários

  1. Não li este livro, porém parece ser um livro interessante que retrata de forma intensa a realidade da guerra e o papel da mulher nela.
    Madalena Luís, 1ºano EB, Turma B

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  2. É impossível falar da literatura moçambicana sem referenciar Paulina Chiziane. A frase da contracapa é de arrepiar, resumindo perfeitamente o papel silenciado das mulheres em contextos de conflito. Em “Ventos do Apocalipse”, vemos que a sobrevivência e a resistência têm rosto feminino, mesmo que a História oficial tenda a venerar apenas as figuras masculinas. Depois deste post, “Ventos do Apocalipse” será, sem dúvida, o meu próximo “mergulho literário”. Muito obrigada pela partilha.

    Inês Machado, 1. º Ano da Licenciatura em Educação Básica

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